Seguindo o assunto sobre privacidade iniciado outro dia (ver aqui), vou compartilhar o que já descobri sobre as alternativas ao Dropbox (e demais serviços de sincronização de arquivos) que prezam pela privacidade.
O primeiro é o Wuala. É um proposta bem interessante e bem diferente do normal. De acordo com as informações, os nossos arquivos são criptografados ANTES de serem enviados e depois de enviados são quebrados em várias partes, ficando cada parte em um servidor diferente. E mais importante, a chave para abrir os arquivos NÃO É TRANSMITIDA. Ou seja, apenas você teria acesso aos arquivos.
Parece muito bom, mas NÃO testei ainda. A dúvida que eu tenho é se toda essa propaganda é verdadeira. Quem me garante que minha chave de criptografia não será enviada? Sei lá. Vamos ver se posteriormente mudo de ideia e dou uma chance para o serviço.
Outro serviço muito interessante (e esse eu JÁ TESTEI) é o Owncloud. A proposta nesse caso é ter um servidor de cloud local, sem necessidade de que seus arquivos sejam enviados para um servidor externo. No meu caso, instalei o Owncloud em um servidor LAMP (para quem não sabe o que é LAMP, dá uma olhada aqui).
Funcionou muito bem no meu computador, mas ainda não tive tempo para testar a fundo.
Bom saber que existem essas alternativas.
A Mulher-Fantasma fez um ruído, algo entre um soluço e um grunhido. "Gostaria de nunca ter nascido", disse. "Para que nascemos?" "Para a infinita felicidade", replicou o Espírito. "Você pode entrar nela a qualquer momento..." Do livro O Grande Abismo de C. S. Lewis
quarta-feira, 27 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
E se todos pularem da ponte, você também pula?
Ir com a maioria NUNCA é garantido, pelo contrário, é a forma mais fácil de estar errado. Sempre ouvi isso e sempre concordei. Mais recentemente ouvi que "toda unanimidade é burra". Também faz sentido.
Estou falando disso porque vi um exemplo muito bom para demonstrar esse conceito. Recomendo assistir com grande atenção:
Estou falando disso porque vi um exemplo muito bom para demonstrar esse conceito. Recomendo assistir com grande atenção:
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Privacidade, pra que te quero?!
| Imagem por hyku via Flickr |
Até que ponto compensa abrir mão da privacidade em favor da praticidade? Essa resposta eu não tenho, mas o que faço é evitar qualquer coisa que não me seja absolutamente útil e que não tenha alternativa que preze pela privacidade. Por exemplo, não uso de forma alguma os serviços do tipo check-in do Facebook ou Latitude do Google (inclusive, eu acho esses serviços a coisa mais idiota que já surgiu, mas falo disso outro dia, se der vontade). Também evito usar os serviços de cloud computing que sincronizam arquivos do seu computador com um servidor externo (Dropbox, Ubuntu One, Live Mesh, etc.). Desses, até hoje eu usei apenas o Ubuntu One, e ainda assim para sincronizar arquivos que não considero críticos (minha planilha de orçamento, por exemplo, jamais).
Talvez a minha fórmula não seja a melhor e alguns até digam que é inútil, uma vez que muita coisa já é pública mesmo contra a nossa vontade. Mas eu prefiro ser assim do que me entregar de boa vontade. É uma forma de, pelo menos, tentar permanecer consciente no meio disso tudo.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Bom para (quase) todos
Os juros caíram, mas as tarifas subiram. Para um endividado essa conta parece boa, mas e para o cidadão que não é endividado?
Atividades Financeiras
Para ter acesso às melhores condições de juros, como o cheque
especial de 3,94% ao mês, os clientes do Banco do Brasil terão que aceitar
pagar de 36% a 52% mais em tarifas por seu pacote de serviços. Em empréstimos
mais curtos e de menor valor, o custo mais alto com a tarifa pode anular a
economia com os juros oferecidos no programa "Bom Pra Todos". O gasto
adicional com tarifa varia de R$ 73 a R$ 124 por ano. Apenas como exemplo,
trocar um empréstimo de R$ 1 mil com prazo de 12 meses com taxa de juros de
3,5% ao mês por outro de 2% ao mês, gera uma economia de R$ 107 ao longo do
período. (VE - C1)
Bancos intensificam o aumento de tarifas
Os dados dos quatro maiores bancos de capital aberto do país,
Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, apontam para uma alta de
17% na receita de tarifas e prestação de serviços no primeiro trimestre de 2012
em relação ao mesmo período do ano passado. O ritmo de alta deste início de ano
supera o crescimento anual observado em 2011 e 2010, de 13% e 14%,
respectivamente. Com o processo de fusões, maior regulação do Banco Central e
pressão por aumento de salários, entre 2009 e 2011 os bancos perderam
eficiência ao se comparar a relação entre as receitas de serviços e as despesas
com pessoal. Se em 2009 os bancos tinham R$ 138 de receita com serviços para R$
100 gastos em salários, a relação caiu para R$ 135 no ano passado. No primeiro
trimestre, o índice subiu para 142%, ante 137% um ano antes. (VE - A1)
domingo, 6 de maio de 2012
A favor da esmola - por quê?
Nós fazemos nossos amigos e nossos inimigos, mas Deus faz o próximo que mora ao lado. (...) Ele é a amostra de humanidade que de fato nos é dada. G.K. Chesterton
Seguindo os últimos posts (ver aqui e aqui), gostaria de estender um pouco mais os motivos que me levam a ser favorável à prática da esmola.
Primeiro de tudo. O pedinte é um ser-humano. Tão humano quanto eu, porém em uma situação mais desgraçada do que a minha situação. E quem garante que eu não estaria na mesma situação que ele se encontra caso a minha vida tivesse sido um pouco diferente? Ninguém pode afirmar isso, justamente porque ele é um ser-humano, tanto quanto eu. Talvez a vida tenha sido mais difícil pra ele, ou talvez ele tenha tomado decisões erradas, mas isso pouco importa. O que importa é que ele é um ser-humano, que se encontra em uma situação terrível. Uma situação em que qualquer um poderia estar.
Em segundo lugar, como eu disse no post anterior, o problema com quem precisa de esmolas é que nenhuma solução vai ser simples. Obviamente que eu entendo que o melhor seria ajudar o pedinte sair da situação de pedinte, mas o problema é que essa solução é muito complicada e em alguns casos ela é inviável. Por quê? Porque existem casos que o pedinte teria plenas condições financeiras de sair das ruas, com o suporte da família. Então o problema nesses casos é um problema psicológico, não um problema econômico.
Então veja, o pedinte é um coitado com 2 problemas. O problema maior, de ordem psicológica, que o impede de largar a vida de pedinte. E um problema menor, imediato, que poderia ser resolvido ou amenizado com uma moeda de R$ 1,00. Então lhe pergunto, se eu não tenho condições de resolver o problema maior, eu devo deixar de resolver o problema menor? Mesmo sabendo que o problema menor está ao meu alcance e o problema maior não está? Enquanto não encontro uma solução final para o problema dele, continuou fazendo o que posso para resolver o problema imediato.
E por último, mas mais importante que os outros motivos acima, a esmola é uma obrigação do cristão. Ponto final.
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A favor da esmola - e os contrários "não-honestos"?
Seguindo o post de Sábado (ver aqui), entendo que existem pessoas "não-honestas"
entre os que defendem que as doações sejam feitas para "instituições
de caridade ou para os fundos governamentais que cuidam dos pobres" ao
invés de serem feitas diretamente para o pedinte. Enquadro aqui aquelas pessoas que não estão interessadas em ajudar, mas que respondem dessa forma com o intuito de não parecerem monstros desumanos. Gostaria de falar desses aqui.
Como é possível que alguém que sugere as instituições de caridade e os fundos oficiais seja alguém "não-honesto"? Explico.
Essas pessoas não estão preocupadas com a necessidade do pedinte, mas apenas com si próprias. O melhor exemplo para ver isso são os casos dos restaurantes que não doam os restos de comida "pois se doar uma vez, os mendigos vão aparecer aqui todos os dias". Ora essa, não existem sobras todos os dias? É claro que existem, obvio, então vemos que o problema não é esse. O problema na verdade é que o mendigo é uma pessoa suja, desagradável, "um problema" que pode afastar clientes. E aqui está o meu ponto.
Veja, a necessidade do pedinte não importa, a abastança própria não importa, o que importa é que esse ser sujo e desagradável pode "ofender" os clientes.
Por isso considero que essas pessoa são "não-honestas", porque a resposta delas esconde o fato de que o mais importante não é a necessidade dos pedintes, mas sim a própria necessidade.
E por isso usei o termo "não-honesto". Essas pessoas não são honestas com quem questiona a sua opinião e não são honestas consigo mesmas. Evitei a palavra "desonesto" justamente para evitar associações desonestidade, uma vez que a resposta dessas pessoas está mais perto da mentira do que da desonestidade.
Usei o exemplo do restaurante porque penso que com esse exemplo é mais fácil de entender, mas a atitude desse dono de restaurante é exatamente a mesma atitude de qualquer outra pessoa cuja opinião contrária à esmola está amparada pela aversão ao pedinte.
Como é possível que alguém que sugere as instituições de caridade e os fundos oficiais seja alguém "não-honesto"? Explico.
Essas pessoas não estão preocupadas com a necessidade do pedinte, mas apenas com si próprias. O melhor exemplo para ver isso são os casos dos restaurantes que não doam os restos de comida "pois se doar uma vez, os mendigos vão aparecer aqui todos os dias". Ora essa, não existem sobras todos os dias? É claro que existem, obvio, então vemos que o problema não é esse. O problema na verdade é que o mendigo é uma pessoa suja, desagradável, "um problema" que pode afastar clientes. E aqui está o meu ponto.
Veja, a necessidade do pedinte não importa, a abastança própria não importa, o que importa é que esse ser sujo e desagradável pode "ofender" os clientes.
Por isso considero que essas pessoa são "não-honestas", porque a resposta delas esconde o fato de que o mais importante não é a necessidade dos pedintes, mas sim a própria necessidade.
E por isso usei o termo "não-honesto". Essas pessoas não são honestas com quem questiona a sua opinião e não são honestas consigo mesmas. Evitei a palavra "desonesto" justamente para evitar associações desonestidade, uma vez que a resposta dessas pessoas está mais perto da mentira do que da desonestidade.
Usei o exemplo do restaurante porque penso que com esse exemplo é mais fácil de entender, mas a atitude desse dono de restaurante é exatamente a mesma atitude de qualquer outra pessoa cuja opinião contrária à esmola está amparada pela aversão ao pedinte.
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sábado, 5 de maio de 2012
A favor da esmola - argumentos para os contrários "honestos"
Como eu disse no último post (ver aqui), existem pessoas honestas entre os que defendem que as doações sejam feitas para "instituições
de caridade ou para os fundos governamentais que cuidam dos pobres" ao invés de serem feitas diretamente para o pedinte. Essas pessoas acreditam realmente que essa é a melhor forma de agir. São estes que eu gostaria de responder aqui.
Nesses casos, quando estou falando com alguém "honesto", creio que a divergência de opiniões esteja em dois pontos que considero errados:
1° as pessoas contrárias à esmola acreditam que quem pede esmola é uma pessoa normal, que precisaria "se emendar", "criar vergonha na cara", "mudar de vida". Quem pensa dessa forma acredita que o fato das pessoas darem esmola seria um incentivo para que esses "vagabundos" continuem na mesma situação.
Na minha opinião, isso é falso na maioria dos casos. Pelo pouco que conheço, as pessoas que pedem esmolas são pessoas que se envergonham de pedir. Pelo menos é o que dizem as pessoas que já trabalharam de alguma forma (servindo sopa, doando cobertores, etc.) com moradores de rua.
Mas se sentem vergonha, por que então continuam na mendicância? Acredito que o problema dessas pessoas seja de ordem psicológica, talvez a ausência de uma estrutura psicológica que seja normal em outras pessoas, uma estrutura que os capacite a levar uma vida normal (isto é, trabalhar, assumir responsabilidades, constituir família, etc.).
2° as pessoas contrárias à esmola acreditam que as instituições de caridade vão resolver o problema descrito no ponto anterior. Eu não acredito, justamente porque eu acredito que o problema deles seja muito mais complexo do que uma simples "vagabundice".
Agora, com relação aos fundos criados pelo governo, eu acho que qualquer um que cita essa opção em lugar da esmola é um perfeito estúpido (ainda que seja honesto). Como alguém pode achar que é melhor dar R$ 1,00 nas mãos de um político do que dar R$ 1,00 diretamente para um necessitado? Quanto desse dinheiro dado para políticos vai chegar nas mãos de quem realmente precisa? Ora essa...
Nesses casos, quando estou falando com alguém "honesto", creio que a divergência de opiniões esteja em dois pontos que considero errados:
1° as pessoas contrárias à esmola acreditam que quem pede esmola é uma pessoa normal, que precisaria "se emendar", "criar vergonha na cara", "mudar de vida". Quem pensa dessa forma acredita que o fato das pessoas darem esmola seria um incentivo para que esses "vagabundos" continuem na mesma situação.
Na minha opinião, isso é falso na maioria dos casos. Pelo pouco que conheço, as pessoas que pedem esmolas são pessoas que se envergonham de pedir. Pelo menos é o que dizem as pessoas que já trabalharam de alguma forma (servindo sopa, doando cobertores, etc.) com moradores de rua.
Mas se sentem vergonha, por que então continuam na mendicância? Acredito que o problema dessas pessoas seja de ordem psicológica, talvez a ausência de uma estrutura psicológica que seja normal em outras pessoas, uma estrutura que os capacite a levar uma vida normal (isto é, trabalhar, assumir responsabilidades, constituir família, etc.).
2° as pessoas contrárias à esmola acreditam que as instituições de caridade vão resolver o problema descrito no ponto anterior. Eu não acredito, justamente porque eu acredito que o problema deles seja muito mais complexo do que uma simples "vagabundice".
Agora, com relação aos fundos criados pelo governo, eu acho que qualquer um que cita essa opção em lugar da esmola é um perfeito estúpido (ainda que seja honesto). Como alguém pode achar que é melhor dar R$ 1,00 nas mãos de um político do que dar R$ 1,00 diretamente para um necessitado? Quanto desse dinheiro dado para políticos vai chegar nas mãos de quem realmente precisa? Ora essa...
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